quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A REPUBLICA BRASILEIRA



                                              
   A REPUBLICA BRASILEIRA 
Com o golpe militar de 15 de novembro de 1889, que depôs Dom Pedro II, o Brasil deixa de ser um Império após o baile da despedida. A partir do ato simbólico da Proclamação da República do Brasil pelo Marechal Deodoro da Fonseca, formalizado em 15 de novembro de 1889, um novo tipo de regime é estabelecido e, assim, surgindo um novo período da história brasileira denominado Brasil República que perdura até hoje. Após a formação da república, o Brasil teve vários nomes posteriores, conforme as alterações no governo, incluindo "Estados Unidos do Brasil".
Com relação a fundamentação filosófica dos grupos militares e latifundiários (ruralistas), a filosofia de Augusto Comte, o Positivismo teve papel marcante e relevante. De acordo com VALENTIM (2010. p. 33):
"A Costituição Republicana, orquestrada no contexto da Proclamação da República, sinaliza à compreensão de como o ideário do Positivismo criado na França por Augusto Comte, enquanto corrente de pensamento norteadora, juntamente com a Costituição dos Estados Unidos, influenciaram no texto constitucional brasileiro promulgado em 1891."
"República Federativa do Brasil" é o nome oficial atual do Brasil, uma democracia presidencialista, reestruturada em 1986 com o fim do Regime Militar Ditatorial inserido e formalizado em 1 de abril de 1964 pelo Exército Brasileiro.

                                        
                     A REPUBLICA DA ESPADA 
A República da Espada teve seu início quando os militares lideraram o país politicamente entre os anos de 1889 a 1894, sendo considerado o primeiro governo ditatorial do Brasil.
Foi uma ditadura militar governado por dois militares, os marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto. Durante este período transacional, "de linha dura", foram comuns os levantes populares, e a repressão a focos de resistência simpáticos ao Imperador Dom Pedro II.
O Império não mais representava os interesses dos grandes cafeicultores do oeste paulista e, ao abolir a escravidão, deixou de ter o apoio dos velhos fazendeiros escravocratas. Os grupos urbanos dos mais humildes aos mais abastados, também não se consideravam representados pelo império. O café era, de longe, o nosso principal produto de exportação, alem de apresentar-se como o maior empregador e dinamizador da economia interna. Por isso, os interesses dos cafeicultores estavam sempre em primeiro plano, durante o período da “República Velha(período de ditadura disfarçada)”.
Uma junta militar encabeçada por Deodoro da Fonseca governou o Brasil entre 1889 e 1894, período de intervenção em nome de Dom Pedro II, que encontrava-se em ParisFrança, quando das eleições indiretas o elegeram presidente, título que o interventor recebia no Império, com Floriano como vice. Entretanto, Deodoro renunciou no mesmo ano, devido a sua incapacidade como político, com problemas de saúde que o afligiam havia anos desde a Guerra do Paraguai, e com aumento dos graves problemas políticos, com a desemprego, e vadiagem pelas ruas, como atritos com a oligarquia cafeeira, que queria o Poder em uma República, greves devido a Inflação - "Galopante, em crescimento Exponencial", e a Primeira Revolta da Armada, liderada por grupos indeterminados/escusos. Floriano Peixoto assumiu a presidência, e entre seus atos, estatizou a moeda, com uma emissão de Moeda-Ouro- estavel, estimulou a indústria, para promover o emprego, com isso baixou o preço de imóveis e alimentos, com o salário justo - Ouro, aceito. Floriano também repreendeu movimentos monarquistas(políticos monarquistas que não eram monarquistas), e entre seus atos, proibiu o Jornal do Brasil, na época com inclinações monarquistas, de circular até o final de seu governo, pois não era monarquista.
Floriano angariou a confiança da população de maneira geral, porém não conseguiu restaurar a Monarquia, e acabou por consolidou a República do Café com Leita, que derrubou a Monarquia. Entretanto, enfrentou a Revolução Federalista no Rio Grande do Sul, que só terminaria com vitória das tropas republicanas após o governo de Floriano Peixoto, em 1895. Também enfrentou a Segunda Revolta da Armada, e a Revolta dos 13 Generais, com sucesso.
Durante toda a República da Espada, a base governamental foram as oligarquias agrárias(os responsáveis pelo fim da Monarquia). O poder dos militares foi minado aos poucos e por fim sucumbiu à força política dos republicanos, os chamados barões do café de São Paulo e do Leite, os pecuaristas de Minas Gerais, e com a instituição de eleições diretas, o cafeicultor paulista Prudente de Morais foi eleito Presidente da República, encerrando a intervenção - fracassada, o período da "República da Espada", dando início à Política do Café com Leite, que norteou o restante da República Velha. Essa política consistia em estimular a industrialização através da emissão de papel-moeda. O resultado foi que, embora surgissem novas indústrias, a inflação cresceu extraordinariamente, havendo também uma crise no mercado de capitais, que findou com a Revolução de 1930 e a intervenção, novamente, agora de Getúlio Vargas.
      
                                      A REPUBLICA DO CAFÉ-COM-LEITE
política do café com leite foi uma política de revezamento do poder nacional executada na República Velha entre 1898 e 1930, por presidentes civis fortemente influenciados pelo setor agrário dos estados de São Paulo - mais poderoso economicamente, principalmente devido à produção de café - e Minas Gerais - maior pólo eleitoral do país da época e produtor de leite.
Revezavam-se no poder representantes do Partido Republicano Paulista (PRP), e do Partido Republicano Mineiro (PRM), que controlavam as eleições e gozavam do apoio da elite agrária de outros estados do Brasil.
Instalou-se o poder dos governadores dos estados (Política dos Governadores), que tinham grande autonomia em relação ao governo federal e se articulavam para escolher os presidentes da repúblicas que tinham mandato de 4 anos sem direito a reeleição. Os presidentes e governadores tinham a prerrogativa de destituir (as chamadas "degolas") os deputados e senadores eleitos que não lhes fossem afeitos através das Comissões de Verificação dos Poderes, que existiam nos congressos estaduais (atuais assembléias legislativas estaduais) e no Congresso Nacional. O voto não era secreto, o que tornava o voto a cabresto e a fraude eleitoral práticas comuns. Às articulações de bastidores visando a escolha do candidato a presidente chamou-se política do café com leite.
Este período iniciou-se após a fase republicana denominada República da Espada (1889-1894)- que teve como presidentes Marechal Deodoro da Fonseca e Marechal Floriano Peixoto e seu final foi determinado pela Revolução de 1930, com a ascensão do Presidente Getúlio Vargas ao poder.
As cicatrizes desta política foram profundas e determinam até hoje o projeto do país através de modificações permanentes que diferenciam desde então ofederalismo no Brasil de como esse sistema funciona no restante dos países do mundo, inclusive nos Estados Unidos, seu maior propagador.

                                             A REPUBLICA POPULISTA
O período conhecido como Período PopulistaRepública NovaRepública de 46 ou Segunda República Brasileira se inicia com a renúncia forçada do Presidente Getúlio Vargas, em outubro de 1945, pondo fim à Era Vargas, e termina em 31 de marco de 1964, com a deposição do presidente civil João Goulart pelas forças militares.
O chamado populismo latino-americano, em voga no continente naquela época, se apoiava na imagem carismática de determinado político, e em seus atos populares que na visão do povo promovem um vida melhor para a população, acabando por "endeusar" o governante, mesmo que esses atos ou melhoras sejam de caráter momentâneo e não realizem a devida e real a justiça social.
A visão do populismo é sem dúvida controvertida podendo-se admitir que determinada figura da sociedade pode ser popular ou manter essa prática mas não atuar em cargo eletivo.



quinta-feira, 18 de outubro de 2012

HACKERATIVISMO


                                                                       HACKERATIVISMO

Um movimento político nascido e sustentado na internet ganhou a simpatia e empolgou militantes de todo o mundo, principalmente durante as manifestações do movimento Occupy e em protestos promovidos virtualmente em vários países, incluindo o Brasil. O Anonymous tornou-se sinônimo de resistência e força política na rede, levando sua marca para todo o mundo - a máscara da novela gráfica, também vertida em filme, V de Vingança, cujo protagonista planeja explodir o Parlamento inglês.
O movimento virou símbolo do ativismo político virtual, revelando em parte, para muitas pessoas, o que é, na verdade, a ponta de um iceberg: o embate político, ideológico e militar que ocorre nas várias camadas da internet. Nessa rede de intrigas e perigos reais, o Anonymous tornou-se a parte visível das batalhas pelo controle no ciberespaço que, mesmo sendo virtual, numa sociedade cada vez mais dependente dos computadores, dá poder para colocar em jogo a situação política de nações e as liberdades individuais.
Há uma guerra instalada nesse mundo de silício, zeros e uns. Subterrânea e silenciosa, mas constante, e cujos atores e consequências nem sempre aparecem para as massas, como nas notícias dos ataques por vírus dos batalhões virtuais e ciberagentes estadunidenses e israelenses a unidades nucleares do Irã ou ainda, bem mais visível, nas tentativas das corporações de controlar a rede e vasculhar a privacidade. Se a internet foi idealizada pelo espírito libertário dos anos de 1960, hoje, cada vez mais buscam cercear essa arquitetura da liberdade, cada vez mais torna-se um campo minado por armadilhas comerciais e de Estado.
Para os estados imperialistas, a rede é instrumento fundamental do que se convencionou chamar de ‘guerra assimétrica’, na qual todos os recursos valem para se chegar ao objetivo. Com uma grande vantagem para qualquer um que a use: na ciberguerra, não é preciso a logística e custo de movimentar homens e equipamentos nem o custo de se expor publicamente.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

A relução francesa

                          ( o que foi a revolução francesa ?)
  A Revolução é considerada como o acontecimento que deu início à Idade Contemporânea. Aboliu a servidão e os direitos feudais e proclamou os princípios universais de "LiberdadeIgualdade e Fraternidade" (Liberté, Egalité, Fraternité), frase de autoria de Jean-Jacques Rousseau. Para a França, abriu-se em 1789 o longo período de convulsões políticas do século XIX, fazendo-a passar por várias repúblicas, uma ditadura, uma monarquia constitucional e dois impérios.
     
Revolução Francesa é o nome dado ao conjunto de acontecimentos que, entre 5 de maio de 1789 e 9 de novembro de 1799, alteraram o quadro político e social da França. Ela começa com a convocação dos Estados Gerais e a Queda da Bastilha e se encerra com o golpe de estado do 18 de brumário de Napoleão Bonaparte. Em causa estavam o Antigo Regime (Ancien Régime) e os privilégios do clero e da nobreza. Foi influenciada pelos ideais do Iluminismo  e da Independência Americana (1776). Está entre as maiores revoluções da história da humanidade.
     
A Revolução Francesa semeou uma nova ideologia na Europa, conduziu a guerras, acabando por ser derrotada pela instalação do Império e, depois da derrota de Napoleão Bonaparte, pelo retorno a uma Monarquia na qual o rei Luís XVIII vai outorgar uma Carta Constitucional.

                                 (quem foi NAPOLEÃO BONAPARTE?)  
        
Este grande personagem da história nasceu na Córsega, no ano 1769. Ainda muito jovem, com somente dez anos de idade, seu pai o enviou para a França para estudar em uma escola militar.
Apesar de todas os desafios que encontrou por lá, sempre sempre se manteve muito determinado. Seu empenho e determinação o fizeram tenente da artilharia do exército francês aos 19 anos.

Revolução Francesa (de 1789 a 1799), foi a oportunidade perfeita para Bonaparte alcançar seu objetivo maior. Tornou-se general aos 27 anos, saindo-se vitorioso em várias batalhas na Itália e Áustria.

Sua estratégia era fazer com que seus soldados se considerassem invencíveis. No ano de 1798 ele seguiu em embarcação para o Egito, com o propósito de tirar os britânicos do percurso às Índias.

Ele foi muito bem quisto por seus soldados e por grande parte do povo francês. Seu poder foi absoluto após ter sido nomeado cônsul.

No ano de 1804, Napoleão finalmente tornou-se imperador. Com total poder nas mãos, ele formulou uma nova forma de governo e também novas leis.
Visando atingir e derrotar os ingleses, Bonaparte ordenou um Bloqueio Continental que tinha por objetivo proibir o comércio com a Grã-Bretanha
No ano de 1812, o general francês atacou à Rússia, porém, ao contrário de seus outros confrontos, este foi um completo fracasso. Após sair de Moscou, o povo alemão decidiu lutar para reconquistarsua liberdade. 
Após ser derrotado, Napoleão foi obrigado a buscar exílio na ilha de Elba; contudo, fugiu desta região, em 1815, retornando à França com seu exército e iniciando seu governo de Cem Dias na França.
Após ser derrotado novamente pelos ingleses na Batalha de Waterloo é enviado para o exílio na ilha de Santa Helena, local de seu falecimento em 5 de maio de 1821.

                (QUAL A RELAÇÃO DE NAPOLEÃO COM A REVOLUÇÃO FRANCESA ? )
   
          
A partir disso tudo passa a fazer um grande sentido, pois na esteira da revolta popular, Napoleão, que vinha galgando uma promissora carreira militar, chegando ao cargo de general aos 26 anos de idade, assume postos-chave na tomada do governo da França. A partir daí se instala a Revolução Francesa, onde o novo líder, Napoleão, conduz sua nação a conquita dos "direitos humanos" e estabelece, inclusive, o tão usual Código Civíl. 
          
Bonaparte ganhou destaque no âmbito da Primeira República Francesa e liderou com sucesso campanhas contra a Primeira Coligação e aSegunda Coligação. Em 1799, liderou um golpe de Estado e instalou-se como Primeiro Cônsul. Cinco anos depois, o senado francês o proclamou imperador. Na primeira década do século XIX, o império francês sob comando de Napoleão se envolveu em uma série de conflitos com todas as grandes potências europeias, as Guerras Napoleônicas. Após uma sequência de vitórias, a França garantiu uma posição dominante na Europa continental, e Napoleão manteve a esfera de influência da França, através da formação de amplas alianças e a nomeação de amigos e familiares para governar os outros países europeus como dependentes da França. As campanhas de Napoleão são até hoje estudadas nas academias militares de quase todo o mundo.

























   

terça-feira, 29 de maio de 2012

Absolutismo Mornaquico


    Em Portugual, o absolutismo passou por várias fases do desenvolvimento em um sentido crescente do aumento de autoridade e concentração do poder nas mãos dos reis, atingindo o seu auge no reinado de João v Contudo, não se pode determinar com muita precisão o período em que a monarquia portuguesa já se encontra estruturada em bases absolutistas. Essa questão é difícil de datar porque as raízes do poder monárquico foram se desenvolvendo aos poucos, em várias estruturas e crescendo ao longo de três séculos. Outrora, devemos entender o regime absolutista português como um processo de longa duração, e ao decorrer de toda a Época Moderna, colheu frutos do prestígio que tinha em seu território.
Espanha conheceu em 1469 a unificação política com o casamento da rainha Isabel de Castela com o rei Fernando de Aragão. Unificado, o reino espanhol reuniu forças para completar a expulsão dos mouros e, com a ajuda da burguesia, lançar-se às grandes navegações marítimas.
Na França, o longo processo de centralização do poder monárquico atingiu seu ponto culminante com o rei luis XlV conhecido como "Rei Sol", que reinou entre 1643 e 1715. A ele atribui-se a célebre frase "o Estado sou eu". Ao contrário de seus antecessores, recusou a figura de um "primeiro-ministro", reduziu a influência dos parlamentos regionais e jamais convocou os Estados Gerais''.
Na Inglaterra o absolutismo teve início em 1509 com Henrique Vlll, que apoiado pela burguesia, ampliou os poderes monárquicos, diminuindo os do parlamento. No reinado da Rainha Elisabethe l, o absolutismo monárquico foi fortalecido, tendo iniciado a expansão marítima inglesa, com a colonização da América do Norte. Contudo, após a Guerra Civil Inglesa, o Absolutismo perdeu força na Inglaterra, com o rei gradualmente perdendo poderes em favor do Parlamento. A Revolução de 1688 - a "Revolução Gloriosa" - pôs um ponto final no absolutismo inglês.

       
Durante os séculos XVI e XVII, diversos pensadores buscaram justificar o poder absoluto dos monarcas. A principal obra de Nicolau Maquiavel, O príncipe, escrita para responder a um questionamento a respeito da origem e da manutenção do poder, influenciou os monarcas europeus, que a utilizaram para a defesa do absolutismo. Maquiavel defendia o Estado como um fim em si mesmo, afirmando que os soberanos poderiam utilizar-se de todos os meios - considerados lícitos ou não - que garantissem a conquista e a continuidade do seu poder. As ações do Estado são regidas, sobretudo, pela racionalidade.
      

''O absolutismo e a Guerra''

O Estado absolutista foi um processo importante para a modernização administrativa de certos países. No campo militar, embora tenha apresentado alguns pontos fracos, foi responsável por grandes transformações. A centralização administrativa e financeira praticamente extinguiu os exércitos mercenários, sem no entanto dispensar o emprego de estrangeiros. Criou uma burocracia civil que muito ajudou à manutenção de forças armadas. Desenvolveu formas compulsórias de alistamento que serviriam de base para o serviço militar moderno. Regulamentando o alistamento, diminuiu velhos abusos. Financiou e abasteceu efetivos cada vez maiores. Permitiu, por fim, a construção de dezenas de fortificações modernas. Defendia a tese de que era necessário um Estado Forte para controlar e disciplinar a sociedade.

salve 13 de maio ?

                        "Comemorar ou não a data"  
     
        A libertação do trabalho escravo no Brasil foi uma conquista que demorou para acontecer sendo o ultimo país a aderir a abolição dos escravos, em 13 de maio de 1888 foi promulgada a Lei Áurea que foi assinada pela Princesa IsabeA libertação do trabalho escravo no Brasil foi uma conquista que demorou para acontecer sendo o ultimo país a aderir a abolição dos escravos, em 13 de maio de 1888 foi promulgada a Lei Áurea que foi assinada pela Princesa Isabel que determinava a libertação uma ótima noticia para os escravos a partir de então eles não eram obrigados a fazer anda contra sua própria vontade e tinham o direito de serem tratados como cidadão, mas a lei também os deixou em miséria total já que não tinham mais onde morar, os negros ficaram sem nenhuma assistência com a promulgação da lei e é possível ver o reflexo disso até os tempo de hoje. Os negros tiveram papéis fundamentais para o desenvolvimento do Brasil e na atualidade temos milhões de descendência africana.

           O século 21 começou, no mínimo, instigante para a pecuária mundial, principalmente, para o profissional zootecnista como ator primário da produção de alimentos de origem animal. Se a revolução pecuária, ao final do século passado, surgiu como requisito para definição de políticas públicas, no que diz respeito à necessidade da melhoria dos índices de bem-estar das populações, tendo por base os alimentos de origem animal, principalmente, para os povos de países em desenvolvimento, o efeito estufa surgiu em contraposição à primeira verdade. É inquestionável a necessidade de o mundo se preparar para produzir alimentos em quantidade e qualidade para suprir uma população mundial ainda crescente, que deve alcançar a casa dos nove bilhões de pessoas até o ano de 2050. A esse mesmo tempo, pesquisadores afirmam que a produção global de carne mais que dobrará, chegando a 465 milhões de toneladas, sendo acompanhada por alta similar na produção de leite. Tudo isso nos remete a profundas reflexões e chegamos a duas conclusões impactantes: da importância do profissional zootecnista, nesse complexo contexto da produção animal, e do Brasil como sendo o País mais visado atualmente como "alimentador" do mundo. A dinâmica atual da pecuária exige a formação de um profissional quase mutante, pronto às constantes transformações, de olhar sempre crítico e de um sentimento ético acima de tudo. As novas diretrizes curriculares do Curso de Zootecnia possibilitam a formação desse profissional que a sociedade tanto precisa. Cabe aos dirigentes nas instituições a sensibilidade e grande responsabilidade de implantação e acompanhamento dessas diretrizes em sua plenitude. 
     Tudo isso nos faz refletir e nos remete ao dia 13 de maio, quando comemoramos o Dia do Zootecnista. Por isso, estamos reverenciando o profissional zootecnista, que há mais de 40 anos surgia da impaciência do Professor Otávio Domingues, que sonhava com a formação de um profissional transformador, capaz de se integrar ao desenvolvimento socioeconômico do País. E aqui estamos nós, zootecnistas, transformadores e integrados, ganhando o Brasil, ganhando o mundo. 

Salve 13 de Maio, Dia Nacional do Zootecnista!